Compartilhar informações sobre como o meio ambiente pode ser autossuficiente e equilibrado para que os próprios agentes naturais se encarreguem de combater possíveis pragas da lavoura. Saber como chegar a este ponto é a proposta da pesquisadora da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), Madelaine Venzon, durante o III Simpósio Brasileiro do Manejo Biológico do Café, realizado nos dias 5 e 6 de outubro, na cidade de Franca (SP). As inscrições podem ser realizadas pelo link Simpósio Brasileiro de Manejo Biológico da Cultura do Café em Franca – 2022 – Sympla
Com o tema ‘Manejo Agroecológico de Pragas na Cultura do Café’, o painel realizado no dia 6, a partir das 8h, terá também a participação das pesquisadoras Elem Martins e Jéssica Martins.
“Vamos falar sobre as bases do controle, como funciona o processo, resultados mais recentes que temos acompanhado, quais plantas devem ser introduzidas neste ambiente e, se for preciso adotar alguma medida de combate às pragas do café, que seja utilizado o bioinsumo”, explica a pesquisadora.
E para os produtores que desejem mudar do manejo com os químicos para o biológico, a pesquisadora explica que, primeiramente, é preciso mudar a estrutura nas plantações. “É preciso que o ambiente volte a ter diversidade de plantas, com cobertura verde e arborização, árvores e arbustos, características que mantém e atraem os insetos”.
Mas Madelaine adianta que há um período de transição, momento em que será preciso usar algum produto biológico para combate de pragas. “Depois de equilibrado, a tendência é reduzir ou eliminar os bioinsumos”.
Madelaine ressalta que esse compartilhamento de práticas sustentáveis é importante para que o produtor conheça e estimule as mudanças, com novos métodos de manejo no café. “Além da questão ambiental, que é o principal motivo dessa mudança de postura do produtor, mas também há uma redução de custos, tendo em vista que o produtor não vai adquirir os produtos químicos, não há gastos com maquinário, mão-de-obra e toda a cadeia operacional que envolve a utilização dos insumos químicos”, pontua.
Produtor mais consciente – “Houve muita mudança no produtor do café, que foi percebida com a maior demanda por pesquisa, especialmente nos últimos dois ou três anos, além do crescimento do mercado de produtos biológicos no Brasil, motivado pela maior procura do produtor”.
E completa: “Este é um evento diferenciado, porque é focado. São dois dias intensos de debates e compartilhamento de experiências, com profissionais que trabalham na pesquisa e o produtor, que nas edições anteriores sempre foi muito participativo”, salienta Madelaine.





